Apresentação

Segundo Rubem Borba de Moraes, o termo Brasiliana designa, em termos gerais, “aquilo que diz respeito à cultura e história do Brasil, incluídos estudos, publicações, referências visuais e outros tipos de documentos. A definição contempla as fontes datadas a partir do século XVI, quando começam a circular os primeiros mapas e livros sobre a América Portuguesa, abrangendo também pinturas e estudos científicos sobre a natureza do país, difundidos ao longo do século XIX.”

Ao contrário das já existentes Brasilianas Iconográfica e Fotográfica, o acervo da Fundação Biblioteca Nacional não reúne muitas obras voltadas para o público infantil e juvenil que estejam em domínio público. Entretanto é uma literatura que continua a ser produzida e debatida cotidianamente.

Dessa forma, a Brasiliana da Literatura Infantil e Juvenil nasce orientada por duas vertentes. A primeira, na qual segue o modelo das demais Brasilianas, é  um “núcleo de memória” composto pelo que já se encontra em domínio público: o livro de Monteiro Lobato ilustrado por Voltolino, trabalhos para crianças e jovens produzidos por antecessores de Lobato (Júlia Lopes de Almeida, Coelho Neto e Olavo Bilac, entre outros)  e periódicos como o Tico-Tico. A segunda vertente contempla, por meio de uma Linha do tempo, a produção mais recente, ainda não em domínio público, que alcançou reconhecimento por meio de prêmios relevantes para o segmento infantil e juvenil.

A Biblioteca Nacional cumpre assim sua missão institucional de preservar a memória e difundir a produção intelectual brasileira.